Sulamericana.

por Guilherme Ferrari.

SPFC

Era dezembro, final de ano, calor, um clima de festas, mas para este ano havia algo diferente. Era 2012 e estaria indo a minha primeira final no Morumbi, aliás nossa primeira final. Juntamente com o criador deste blog, fomos em caminho do Morumbi para presenciar a final da Copa Sulamericana. São Paulo x Tigre (ARG).

Assim como Júlio sou apaixonado incondicionalmente pelo São Paulo Futebol Clube. É um amor que está enraizado em toda a minha família, desde os primórdios do clube. Futebol é paixão, é amizade, criam-se laços por ele, nunca será somente mais um jogo! Nunca! Ainda mais tratando-se de SPFC.

Em Campinas, na faculdade, estudávamos na mesma sala, onde sempre caíamos no assunto SPFC. E nesta mesma sala combinamos todos os esquemas para irmos assistir todos os jogos no Morumbi daquela Sulamericana. Primeira fase, oitavas, quartas, semi (0x0 sofrido) até chegarmos ao objetivo.

E quando chegamos, combinamos entre nós: Presença obrigatória! Temos que ir!

No dia em que foi anunciado as vendas, estava em frente ao computador ansioso, inqueito. Precisávamos comprar aqueles ingressos! E sabemos como funciona, na final todos querem ir (até aí nenhum problema), mas nós, que fomos em todos os jogos daquele campeonato, não poderíamos assistir em casa mas nem em sonho! E deu certo! Os ingressos foram comprados e nossa entrada garantida.

Chegou o grande dia. A caminho do estádio apostávamos quem iria fazer os gols daquela noite. Foram ditos alguns nomes até que alguem falou “pô, é despedida do Lucas, imagine que louco se ele fizesse um gol nessa final?!”. Foi uma vidência. Esse gol realmente veio. E foi um dos gols mais emocionantes para nós, para a torcida presente e para o craque. Lucas foi aos prantos, assim como o Morumbi inteiro naquele dia. São Paulo 1×0. Esse gol deixou a ansiedade de lado e enfureceu os hermanos, que perseguiam e batiam até não poder mais no felizardo do primeiro tento. E nesse ritmo, naturalmente chegamos ao segundo gol. Cristiano Oswaldo, de balãozinho. Que show tricolor. Que show! 

Infelizmente nossas memórias de bola rolando param por aí, afinal todos sabem o que ocorreu no intervalo, ocasionando o fim de jogo apenas aos 45 minutos. Mas a expectativa da espera, unido aos palpites avulsos da torcida, que atentos ouviam rádio ou tentavam consultar algo na internet e divulgavam no ar, nos traziam a expectativa e minuto a minuto a certeza se construia solidamente: SOMOS CAMPEÕES. 

E digo mais, sorte do Tigre que não voltou. Aquele dia estávamos iluminados, jogando muito, 2×0 era apenas o começo. Isso aqui é SÃO PAULO!

Essa é apenas uma das grandes memórias que o meu time do coração me proporcionou e continua proporcionando ano a ano. 
Hoje começa mais uma sulamericana. Quem sabe não teremos uma memória parecida? Só que melhor. A final terá 90 minutos, com direito a muito mais gols!

PS: Agradecimento especial ao meu amigo Júlio por me conceder o espaço. Tamo junto TRICOLOR!

Fotos: Arquivos Pessoais

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