Por quê o sentimento hoje é diferente?

Foto: Maurício Rummens

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Todo São Paulino que vive intensamente o São Paulo sabe do tamanho do amor e do sentimento que se encontrou comemorando os títulos conquistados na ultima década, o período de vacas magras e o pior já vivido, as quase quedas para a segunda divisão, sentimento esse que é estranho e sim, da medo pensar, temos até um sentimento ruim ao pensar ou falar esse nome, esse substantivo ruim.

Depois de termos passado um 2014 que nos deu algumas esperanças na Sulamericana e no Brasileiro e um primeiro semestre de Libertadores em 2016 que as vezes prefiro também nem lembrar de tudo o que passamos nela.

Ano passado tínhamos toda a esperança de conseguir algo e passamos por um dos piores e quem sabe o pior ano da história do São Paulo. Confusões, trocas de técnico, problemas com ídolos, o quase rebaixamento. O pior ano da história e com certeza o que mais estive perto do Clube. O que mais me fez ir ao Morumbi, que me fez chorar ao lado da minha namorada nas cadeiras depois de derrotas e empates com o Morumbi lotado e o pensamento, “é cara, esse ano não vai dar não”. Graças a Deus o profeta voltou e o resto é história e diria eu que uma das mais emocionantes já vividas por nós, Tricolores.

Mas por quê hoje então é diferente? A significativa troca de técnico favoreceu o andamento de uma mudança completa dentro do nosso clube. Aguirre deu uma cara ofensiva e motivadora ao São Paulo, monta o time de acordo com o momento vivido pela equipe, não tem medo de arriscar e sabe bem em que peças mexer. É clara, nítida e total responsável essa mudança provocada por Aguirre e sim, outros jogadores. O técnico ajudou e ajudou muito, vive ótima fase e tem total apoio dos comandados. O antes espírito uruguaio retranqueiro, da hoje cara à um espirito, me deem licença para usar essa licença poética,  Aguerrido e que joga para frente, disposto a vencer ou lutar por uma vitória em cada jogo que disputa.

Foto: Maurício Rummens

Mas e Nenê, Hudson, Reinaldo, Arboleda e outros símbolos dessa trajetória que ajuda a nos colocar um leve sorriso no rosto? Nenê é o símbolo dessa reconstrução de Aguirre. Craque e com um futebol que faz a mulecada aprender a se comportar dentro de campo, o “Senhor” de 37 anos joga como se tivesse 20. Hudson é o espirito que perdemos por um ano e que graças ao nosso senhor Jesus voltou. Disputa todas as bolas, se entrega os 90min e quer vencer sempre, merece e merece muito a tarja de capitão.
Reinaldo que antes foi tão execrado pela torcida, hoje vira simbolo de entrega, carisma e desempenho em campo. Teve alto crescimento depois das passagens por Ponte e Chape e hoje com certeza está numa fase de ouro e com um futebol incrível, Cássio que o diga.
Arboleda, um monstro na zaga que ao lado de Anderson Martins montou um sistema defensivo de entrega e que comete poucos erros. São um dos principais pontos para essa evolução da equipe.

Foto: Maurício Rummens

Ainda é cedo para confirmar aonde chegaremos, a entrega nos jogos e a busca pela liderança já nos da um motivo maior para crer em algo maior, nem que seja uma conquista nas vagas da Libertadores, mas não nego, gostaria muito de terminar na primeira colocação do Campeonato Brasileiro, sim, logo depois de 10 anos da ultima vez que terminamos lá.

Daqui alguns minutos temos o confronto contra o Grêmio lá no sul. Não será fácil, como não vem sendo por um bom tempo, mas o espirito, a entrega e a vontade ainda pode nos dar esperanças de ir buscar mais um resultado positivo fora de casa.

Foto: Maurício Rummens

Vamos, São Paulo!

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